Aonde vamos ?

“Por acreditar que não há limites para os caminhos,

Não há lugar que seja realmente longe pra quem sente,

Porque é aquilo que somos

E até mesmo o que queremos ser

E aonde queremos ir”.

Aleatoriamente, e inicialmente sem pretensão conceitual, fotografei pés. Hoje é algo íntimo, algo em que acredito e tento, sempre que posso, realizar algo em cima do que penso ser a interpretação do real e do imaginário.

                      Nossos pés podem estar no chão, ou no mais alto céu.

Imagens: Outubro de 2012 – Agosto 2013.

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Fotografia, viva!

Começo em fins deste dia 19 de Agosto de 2013, neste Dia Mundial da Fotografia, no blog Fotossincrasias.
Isso não é um relato, tampouco um desabafo. É um sentimento real. Falo aqui de percurso, de imaginação, de amor. E para além e sobre tudo, falo de comunicação.

Minha “linha do tempo” sempre foi observar e questionar, ainda que somente em meu íntimo, o percurso do mundo. Como o mundo anda, como respira. Como ando nele e ele em mim.
O mundo é grande, e isso encanta demais meu espírito. Mesmo com cenas que me escandalizam, causam náusea, angustia, choro. É uma bola gigante que gira entre altos, baixos e os medianos malditos, os que não se decidiram ou que se fizeram exclusos do pensar.
E assim vão se construindo pessoas. O que vemos e sentimos, tudo é capaz de ser visto e sentido, falado, pensado. Porque ainda que haja solidão, aperto e desespero, ninguém está só.
Porque essa bola gigante se comunica. Dialoga. De mil formas. Olha, fala, chora, grita. Não fala. Por essa comunicação, seja desgovernada, embaraçada, medieval, rústica, medíocre, romântica, eu me apaixonei.
Tratei de descobri-la, inventa-la, cria-la, recria-la, modifica-la. Por acreditar no ser humano, na natureza, no que é modificável e no que não é. E quis dizer de muitas maneiras o que eu via e o que sentia. E mais ainda, o que gostaria de ver.
E incentivar isso.
Essa incansável necessidade de relacionar-se faz com que o mundo exista. Quem somos se não forem os outros? Os outros. Aqueles que elevam a mente à curiosidade extrema, de conhecimento. E não somente os outros seres externos, mas os seres que temos inseridos em si. Espelhos internos de devaneios com razão de ser.
Nesse percurso, procuro CONHECER. Inventar caminhos e abri-los ao todo é um vício que hoje cultivo no maior amor, e colocando mais dedicação a cada dia. Muito além de aprender as técnicas, mas de sentir de verdade o que estou fazendo.
SENTIR.
Comemoro hoje. Comemoro a cada dia. Escrever com cores, formas, des-formas, sombras. E luz.
Sempre que houver luz, será possível ver e mostrar o que se passa. Ou ocultar.
Pois só há verdade porque alguém mente.

E assim a alma transforma (-se).

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